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Plano de Implantação — Fase 2

⚠️ PROPOSTA DE TRABALHO — Este plano é uma proposta em elaboração, a ser validada e ajustada pelo GT-IA após sua constituição formal. As ações, prazos e responsabilidades são indicativos e dependem de deliberação do CGD e da Presidência do IBAMA.


CampoConteúdo
Fase2 — Estruturação de Governança
FocoOrganização, papéis, gestão de risco e rastreabilidade
Âncora institucionalPresidência do IBAMA
Instância deliberativaCGD — Comitê de Governança Digital do IBAMA
Corpo operacionalGT-IA (Grupo de Trabalho de IA, constituído na Fase 1)
Apoio técnicoCGTI — Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação
Horizonte estimado3 a 9 meses após o início da Fase 1
Critério de entradaDeliberação formal do CGD concluindo a Fase 1
Critério de saídaEstrutura de papéis formalizada + taxonomia de risco aprovada + primeiro ciclo de monitoramento concluído

A Fase 2 começa com os seguintes insumos produzidos na Fase 1:

  • Diretriz Institucional publicada (princípios acordados)
  • GT-IA constituído por portaria e em funcionamento
  • Grupo de Estudos ativo com reuniões regulares realizadas
  • Workshops e hackathon realizados — aprendizados registrados
  • Relatório de Mapeamento Inicial concluído
  • Programa de letramento em andamento

O objetivo desta fase é transformar o aprendizado e o diagnóstico da Fase 1 em estrutura operacional de governança — com classificação de risco, papéis formalizados, critérios de uso seguro e monitoramento. O GT-IA mantém-se como corpo operacional central; a CGTI atua como secretaria técnica.


A Fase 2 aprofunda a governança colegiada inaugurada na Fase 1. O GT-IA é o corpo operacional que produz os IDRs e conduz o ciclo de monitoramento; a CGTI apoia tecnicamente.

PapelInstânciaResponsabilidades nesta fase
Âncora institucionalPresidência do IBAMAAssinar atos de formalização; comunicar resultados ao MMA; garantir continuidade da iniciativa
Instância deliberativaCGDHomologar IDRs; aprovar estrutura de papéis; avaliar relatórios de monitoramento; deliberar revisão da Diretriz e transição para a Fase 3
Coordenação operacionalGT-IAProduzir IDRs estruturantes; conduzir classificação de risco; gerir monitoramento; propor revisões à Diretriz
Secretaria técnicaCGTISuporte técnico ao GT-IA; manter repositório de IDRs; subsidiar avaliações de risco e ferramentas
Membros operacionaisRepresentantes das Diretorias no GT-IARegistrar usos; aplicar critérios de uso seguro; participar do monitoramento nas respectivas áreas
Apoio jurídicoProcuradoriaValidar a classificação de risco quanto a processos administrativos e obrigações legais

Item 1 — Classificação de Tipos de Uso por Nível de Risco

Seção intitulada “Item 1 — Classificação de Tipos de Uso por Nível de Risco”

O que propõe: Estabelecer uma taxonomia institucional que classifique os usos de IA identificados no mapeamento (Fase 1) em níveis de risco — baixo, médio e alto — com critérios claros e exemplos concretos para o contexto do IBAMA. Essa classificação orienta as restrições, os controles e as autorizações necessárias para cada categoria.

Ações:

#AçãoResponsávelPrazo relativo
1.1GT-IA (com suporte da CGTI) elabora proposta de taxonomia de risco baseada no NIST AI RMF e no PL 2338/2023, adaptada ao contexto do IBAMAGT-IA + CGTIMês 4
1.2GT-IA e PFE revisam a classificação considerando os processos do IBAMA (licenciamento, autuação, fiscalização)GT-IA + PFEMês 4–5
1.3GT-IA valida a classificação com base na experiência do mapeamento e dos workshops da Fase 1GT-IAMês 5
1.4CGD homologa a taxonomia de riscoCGDReunião do CGD
1.5GT-IA reclassifica os usos do Relatório de Mapeamento com a taxonomia aprovada e publica versão atualizadaGT-IAMês 5–6

Produto esperado: Taxonomia de risco publicada; inventário de usos reclassificado.

Taxonomia de risco para o IBAMA:

NívelCritériosExemplos no IBAMA
BaixoUso de apoio; sem dados sensíveis; sem influência em decisão; resultado sempre revisado por humanoApoio à redação de comunicados internos; pesquisa e resumo de documentos; elaboração de rascunhos não oficiais
MédioDados institucionais não pessoais; influência indireta em análise; revisão humana obrigatória documentadaApoio à análise técnica em processos de licenciamento; triagem preliminar de documentos; análise de padrões em dados ambientais; classificação de imagens de satélite para monitoramento
AltoDados pessoais ou sigilosos; influência direta em decisão administrativa com efeitos individuais; risco de impacto em direitosMódulos Projeto IARA (Cenpsa): triagem automatizada de autos de infração por tipo e gravidade; instrução assistida por LLM/RAG com base em legislação e jurisprudência ambiental; OCR sobre documentos físicos para digitalização de processos sancionadores; integração com CTF/APP, SICAFI e sistema IARA/RIOS. LAF (Dilic): análise automatizada de Estudos de Impacto Ambiental; apoio técnico multi-área em processos com prazo legal. Em todos esses casos: influência em decisões com impacto jurídico direto sobre autuados e empreendedores

Referência concreta: Os módulos de alto risco listados acima estão documentados no produto 1 do Projeto IARA (Parceria IBAMA–Funbio/EloGroup, 2024). A classificação desses casos deve ser a primeira entrega desta fase.

Base normativa: NIST AI RMF (MAP e MEASURE); PL 2338/2023 (Marco Legal da IA); LGPD; Lei 9.784/1999; IN IBAMA nº 19/2023; Decreto nº 6.514/2008.


Item 2 — Definição Formal de Papéis e Responsabilidades

Seção intitulada “Item 2 — Definição Formal de Papéis e Responsabilidades”

O que propõe: Formalizar a estrutura de papéis de governança de IA no IBAMA, definindo atribuições, competências e fluxos de decisão para cada nível — desde os pontos focais nas áreas até o CGD. Essa estrutura sustenta a accountability exigida pelo COBIT e pelo NIST AI RMF (função GOVERN).

Ações:

#AçãoResponsávelPrazo relativo
2.1GT-IA elabora proposta de estrutura de papéis com atribuições detalhadas para cada funçãoGT-IA + CGTIMês 4
2.2GT-IA articula com as diretorias a confirmação das representaçõesGT-IAMês 5
2.3CGD aprova a estrutura de papéisCGDReunião do CGD
2.4Presidência formaliza a estrutura de papéis por portaria ou despachoPresidênciaMês 6
2.5GT-IA realiza sessão de alinhamento com todos os membros e papéis formalizadosGT-IAMês 6

Produto esperado: Estrutura de papéis formalizada; representantes ativos em todas as diretorias.

Estrutura de papéis proposta:

PapelInstânciaAtribuições principais
Coordenador do GT-IADesignado pelo CGD (qualquer área)Coordenar o GT-IA; representá-lo perante o CGD; reportar indicadores
Secretaria técnica do GT-IACGTIElaborar minutas técnicas; avaliar riscos de ferramentas; suporte técnico às áreas; registro de atas
Membro do GT-IA por DiretoriaRepresentante indicado pela diretoriaRegistrar usos; aplicar critérios de uso seguro; participar das reuniões; ser multiplicador em sua área
Instância deliberativaCGDDeliberar sobre a Diretriz; receber relatórios de monitoramento; autorizar a Fase 3
Âncora institucionalPresidênciaAssinar instrumentos; garantir legitimidade política; comunicar ao MMA
Apoio jurídicoProcuradoria Federal no IBAMAAnalisar conformidade dos IDRs e da classificação de risco; emitir pareceres quando solicitado

Base normativa: COBIT 2019 (accountability e papéis); NIST AI RMF (GOVERN); Portaria SGD/MGI 4.171/2023; IN SGD/ME 1/2019.


O que propõe: Estabelecer um conjunto de critérios e procedimentos mínimos que os servidores devem observar ao usar IA em cada nível de risco — garantindo que o uso seja responsável, rastreável e compatível com as obrigações legais do IBAMA.

Ações:

#AçãoResponsávelPrazo relativo
3.1GT-IA e CGTI elaboram proposta de critérios mínimos por nível de riscoGT-IA + CGTIMês 5–6
3.2PFE valida os critérios quanto à conformidade com LGPD, LAI e Lei 9.784/1999PFEMês 6
3.3GT-IA revisa os critérios quanto à praticidade e aplicabilidadeGT-IAMês 6–7
3.4CGD aprova os critérios mínimosCGDReunião do CGD
3.5GT-IA publica os critérios como anexo à DiretrizGT-IAMês 7
3.6GT-IA realiza sessão de orientação com todos os membrosGT-IAMês 7

Produto esperado: Documento de critérios mínimos publicado e comunicado a todas as áreas; pontos focais capacitados para aplicação.

Critérios mínimos por nível de risco:

NívelCritérios obrigatórios
BaixoRevisão humana do produto gerado antes de qualquer uso; não enviar dados institucionais a ferramentas não avaliadas pela TI
MédioTodos os critérios do nível baixo + registrar o uso no formulário de mapeamento + documentar que a IA foi utilizada no processo (anotação em expediente) + aprovação do supervisor imediato para uso em processos formais
AltoTodos os critérios dos níveis anteriores + análise de risco prévia pela CGTI + aprovação pelo Coordenador do GT-IA + revisão jurídica quando envolver dados pessoais + supervisão humana obrigatória e documentada na decisão final

Base normativa: NIST AI RMF (MANAGE); LGPD; Lei 9.784/1999; IN GSI/PR 1/2020; Portaria SGD/MGI 4.171/2023.


O que propõe: Estabelecer um ciclo regular de monitoramento do uso de IA no IBAMA — com coleta de dados, avaliação de conformidade, identificação de novos riscos e revisão da Diretriz —, garantindo que a governança seja viva e baseada em evidências.

Ações:

#AçãoResponsávelPrazo relativo
4.1GT-IA define os indicadores de monitoramento e o formulário de reporte periódicoGT-IA + CGTIMês 5
4.2CGD aprova os indicadores e o ciclo de monitoramentoCGDReunião do CGD
4.3Membros do GT-IA iniciam o reporte regular (trimestral) de uso nas respectivas diretoriasMembros do GT-IAA partir do Mês 6
4.4CGTI consolida os reportes e GT-IA produz relatório de monitoramentoCGTI + GT-IATrimestral
4.5GT-IA apresenta o relatório ao CGD a cada reunião ordináriaGT-IA → CGDTrimestral
4.6GT-IA realiza revisão formal da Diretriz, incorporando as aprendizagensGT-IAMês 8–9
4.7CGD aprova a versão revisada da Diretriz e delibera sobre início da Fase 3CGDReunião do CGD

Produto esperado: Ao menos 2 ciclos de relatório de monitoramento apresentados ao CGD; Diretriz revisada ao final da Fase 2.

Indicadores de monitoramento:

IndicadorFonteFrequência
Número de usos registrados por área e nível de riscoFormulário dos Pontos FocaisTrimestral
Número de deliberações do GT-IA registradas em ataCGTITrimestral
Percentual de servidores capacitadosCGRHSemestral
Número de ocorrências de uso inadequado identificadasPontos Focais + SITrimestral
Grau de aderência aos critérios mínimos (por área)Auditoria do Ponto FocalSemestral
Número de novas ferramentas identificadas no mapeamentoPontos FocaisTrimestral

Base normativa: COBIT 2019 (MEA — Monitor, Evaluate, Assess); NIST AI RMF (MANAGE); Portaria SGD/MGI 4.171/2023.


EntregávelResponsávelAprovado por
Taxonomia de risco publicadaGT-IA + CGTICGD
Estrutura de papéis formalizada (portaria ou despacho)GT-IA (minuta)Presidência
Critérios mínimos de uso seguro publicadosGT-IA + PFECGD
Ciclo de monitoramento definido e em operaçãoGT-IACGD
Ao menos 2 relatórios de monitoramento apresentados ao CGDGT-IA + CGTICGD
Diretriz revisada (versão 2.0)GT-IACGD

ReuniãoMomento sugeridoPauta
CGD #4Mês 4Abertura da Fase 2; aprovação da taxonomia de risco e da estrutura de papéis
CGD #5Mês 6Aprovação dos critérios mínimos de uso seguro; definição do ciclo de monitoramento
CGD #6Mês 7–8Primeiro relatório de monitoramento
CGD #7Mês 9Segundo relatório de monitoramento; aprovação da Diretriz revisada (v2.0); deliberação sobre início da Fase 3

7. Critério de Conclusão e Transição para a Fase 3

Seção intitulada “7. Critério de Conclusão e Transição para a Fase 3”

A Fase 2 é considerada concluída quando:

  • Taxonomia de risco aprovada pelo CGD
  • Estrutura de papéis formalizada e em operação
  • Critérios mínimos de uso seguro publicados
  • Pelo menos 2 ciclos de monitoramento concluídos e apresentados ao CGD
  • Diretriz revisada (v2.0) aprovada pelo CGD

Deliberação do CGD: a transição para a Fase 3 deve ser aprovada formalmente pelo CGD.


RiscoProbabilidadeImpactoMitigação
Descontinuidade do grupo de estudosMédiaAltoFormalizar com portaria; incluir indicador no monitoramento
Dificuldade de designação de pontos focais pelas diretoriasMédiaAltoCGD deliberar sobre a obrigatoriedade; envolver diretorias desde o início
Classificação de risco inadequada para casos reaisMédiaAltoRevisão com PFE e grupo de estudos antes da homologação
Mudança de gestão afetando continuidadeMédiaAltoDocumentação robusta em atas; institucionalização via CGD reduz dependência de pessoas

Documento elaborado pela CGTI/DIPLAN no âmbito da proposta de Política de IA do IBAMA. Sujeito à deliberação do CGD e autorização da Presidência do IBAMA.